quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ensaio sobre a amizade

Ultimamente tenho passado por uma fase de revisão da minha vida social. Com a autoestima elevada e inclinada a amar a todos, independente de serem chatos, legais, inconvenientes ou terem me fodido no passado. Antes de ir pro CE eu acreditava que ser profundamente devota a um pequeno número de pessoas, não importando o que eles fizessem pra você e em detrimento do resto do mundo, seria prova de ser uma pessoa digna de ter aqueles amigos pra vida toda (ou algo parecido). Ledo engano. Após morar 6 meses numa praia semi-deserta, tecnicamente sozinha, tendo que conviver 100% com pessoas que nunca vi mais gordas e com culturas gritantemente diferentes da minha, tive uma outra percepção do meu lugar na sociedade -  como animal social.
Quando voltei, obviamente o mundo não estava no pause me esperando com flores e brigadeiros, muito menos havia uma festa com toooodas as pessoas com as quais convivi desde que me conheço por gente, afinal não casei nem morri. Aliás, não fiz alardes de despedida quando fui porque achava meio besta, hoje entendo que é um bom motivo pra forçar as pessoas a virem ao seu encontro e te bajularem, quem não gosta de ser o centro das atenções de vez em quando - que não seja aniversário/casamento/enterro?
Quando voltei tive que me readaptar a tudo e me sentia mais sozinha do que nunca. Na minha percepção momentânea, as pessoas que estavam acostumadas comigo tinham ficado 3.000 Km pra trás, da mesma maneira que ocorreu quando saí de SP para o trajeto de ida. Meses são necessários para qualquer adaptação, seja começar academia, regime, mesmo que seja mudar para uma casa na mesma rua que a sua. Anos são necessários para a plenitude. Aliás, preciso começar uma rotina de exercícios físicos.
 Reatando meus contatos, reencontrando velhos, bem velhos amigos que nunca saíram da memória - bendito Facebook - comecei a fazer um scan it up nas pessoas da minha vida para colocá-las em seus devidos lugares.
Acreditem, só com uma bela formatação (a saída, sozinha, para um ambiente totalmente diferente) e não sem uma boa crise de identidade isso é possível.  Ainda bem que coragem nunca foi problema para a realização das minhas empreitadas "espirituais".
Hoje tenho uma percepção totalmente diferente desse negócio de amizade. Aprendi lá em cima, na prática, que "amigo é o da hora". Você pode jurar mundos e fundos pra uma pessoa em troca de bajulação ad aeternum, mas na hora que você precisa quem se mostra seu amigo é a pessoa que você menos imaginaria, que pode ser um estranho, inclusive. Ou mesmo perante um acontecimento X o seu bestfriend pode te decepcionar às lágrimas. A gente nunca sabe o dia de amanhã.O engraçado é que isso é coisa que todo mundo sabe, mas daí pra uma mudança de atitude interna, xiiii... o processo é lentíssimo!
Uma pessoa sem caráter perto de você é mais perigoso que ladrão entrando em casa com você dentro. De uma hora pra outra você cai de bunda no chão e nem imagina de onde veio a rasteira... pior que a pessoa não tem a intenção de te foder, mas a falta de caráter dela reflete em ônus para os que estão ao redor. Tenso, cansativo e repleto de surpresas desagradáveis.
Outra coisa que passei a reparar é o fato de certas pessoas sugarem suas energias. Nunca fui de acreditar muito nisso, mas após análise profunda dos meus relacionamentos tive certeza. Eu posso vibrar de emoção ao rever uma amiga e ela pode estar se mordendo de inveja por alguma coisa que ela julgue que eu tenha de melhor. Não que eu fique encanada ou me achando superior, jamás. Mas tem gente que soma e gente que subtrai. No último caso é a velha história da grama do vizinho estar sempre mais verde. Trabalho isso em mim há tantos anos que hoje não tenho dúvidas: o que é meu é meu. Tudo é relativo. Uma pessoa pode parecer radiante por fora mas chora até dormir todas as noites. O efeito borboleta é coerente e o que me resta é rezar - e agradecer - por estar dia após dia no lugar certo, na hora certa. Caso contrário um cofre cairia na minha cabeça no segundo seguinte. Quanto às amizades, nossa melhor companhia somos nós mesmos. Enquanto não for assim, você nunca estará preparado para curtir o melhor do próximo e separar o joio do trigo com classe.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

2010 foi um ano dinâmico. Mas ao mesmo tempo em que eu achava que ele traria as mudanças em si que eu tanto buscava, percebi que funcionou como um teste. Uma areia movediça da qual, se eu saísse, aí sim encontraria o prêmio da esperada transformação.
Houveram anos em que, na virada dos fogos de artifício, eu dissesse: vai com Deus. Pqp, que ano bom. Que ano para recordar!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Projetar

Resolvi estudar um pouco mais pra construir esse post.

Essa semana sai.

O tempo é curto. Os caminhos, infinitos.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A inspiração vem de onde?

O fato é que vivemos tempos desinspiradores. Não digo que a hora atual nos cause desespero, pois não consigo mensurar uma vida em épocas de peste bubônica, falta de higiene e recursos e aquela barbaridade toda. A questão é que pra cada nova ideia, uma nova controversia. É muita informação e a criatividade se transformou em uma simples mudança de roupagem do plágio. Nem nós percebemos. Se você pensa um pouco mais em criticar tem que tomar cuidado pra não ser o chato destruidor de sonhos e de sacadas geniais, hã? E não precisa mesmo. O terreno é fértil apesar de tudo que se diz sobre o colapso iminente. Em palavras baixas, na hora que a água-bate-na-bunda fica todo mundo bonzinho. Em outras palavras, boto uma fé sem tamanho na humanidade. Refiro-me a essa questão ambiental toda e esse medo todo das coisas darem errado ou de fazermos-pagar pelas nossas atitudes como espécie social, como se isso nos doesse de alguma forma. Dá pra carpediar tomando atitudes racionais e confortantes num prisma moral. Aproveitemos! Somos felizes.

Psicografando

Depois da primeira tentativa (até que bem sucedida) de escrever coisas pessoais na internet - vide almasfalam.blogspot.com - agora tentarei este espaço menos temático e mais nonsense, que lido bem rápido parece com maionese, no sentido chavão da coisa. Será uma extensão de coisas de momento que, no afã de serem expressas, tenham pouco mais caracteres. Sintam-se em casa!